sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Um pouco mais sobre o benzeno

Há alguns posts, falamos sobre o benzeno. No post de hoje explicaremos como os cientistas descobriram o benzeno nos refrigerantes.

Os testes realizados em laboratórios americanos e ingleses demonstraram que o nível de benzeno encontrado em refrigerantes estava acima do limite permitido pela Organização Mundial de Saúde (OMS) para a água potável, que é de 10 ppb (partes por bilhão). Nos Estados Unidos esse limite é de 5 ppb, e na União Européia é de 1 ppb. No Brasil, a portaria da Anvisa nº 518/04, que estabelece o padrão de potabilidade da água, determina o limite máximo permitido para benzeno de 5 µg/L (micrograma por litro). Como a OMS e as autoridades sanitárias estrangeiras e nacionais não estabeleceram um limite de benzeno para refrigerantes e sucos, considera-se que, no mínimo, deve ser adotado o mesmo limite utilizado para a água potável.
A indústria de bebidas argumenta que o benzoato de sódio possui grande capacidade de destruir bactérias, e que seu uso compensa os potenciais riscos que a associação com o ácido ascórbico pode trazer ao usuário. As empresas e as autoridades sanitárias asseguram que, até o presente, o nível de benzeno encontrado nas bebidas não implica risco imediato aos consumidores.
Contudo, químicos alertam para o fato de que o processo de formação do benzeno pode ser exacerbado quando a bebida é exposta ao calor e à luz. Organizações da sociedade civil que lutam pela segurança dos alimentos afirmam que não existem níveis seguros para o consumo de benzeno, e que se há limitação para a quantidade dessa substância na água, também deve existir limitação para os refrigerantes.
Os refrigerantes que contém traços de benzeno são:
Fanta Laranja; Fanta Laranja light; Sukita; Sukita Zero; Sprite Zero; Dolly Guaraná e Dolly Guaraná diet.
É um fato preocupante, pois a maioria da população não têm acesso à essas informações. Mas, o que fazer para impedir o consumo de benzeno?
As medidas a serem tomadas para impedir tal consumo dependem de muitas variáveis, como a sanção de leis para estabelecer um limite máximo ao consumo dessa substância, adoção dessas normas por parte dos fabricantes e conscientização popular dos perigos e riscos trazidos à saúde humana pela exposição constante ao benzeno.
Aqui vão algumas medidas que deveriam ser primariamente tomadas pelos grupos listados:
Os fabricantes das bebidas deveriam:
· Verificar a presença de benzeno em seus produtos disponíveis no mercado brasileiro.
· Realizar um recall dos seus produtos que contiverem mais do que 5 microgramas/L (utilizando, no mínimo, a mesma norma que a da água potável).
· Publicar e divulgar amplamente os resultados encontrados.
· Reformular a composição dos seus produtos, buscando alternativas que evitem a formação de benzeno. Esta também é uma forma de exercer a sua responsabilidade social empresarial.
Os consumidores devem:
· Ler o rótulo das bebidas e verificar se elas contêm benzoato de sódio (INS 211) e ácido ascórbico (INS 300) na composição.
· Caso o consumidor não queira deixar de comprar esses produtos, é preciso armazená-los em locais frescos e fora da incidência de luz, recomendação já presente em várias das embalagens.
A ANVISA deveria:
- Impedir e cercear a venda de qualquer tipo de bebida que contenha benzeno, bem como divulgar à população todos os problemas ocasionados por esse hidrocarboneto.
É isso. As informações contidas nesse post são de suma importância, portanto procure se informar melhor acerca do assunto e preste mais atenção no que ingere.

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